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Comunidade Científica elabora documento em defesa do ecoturismo

13/06/2019 - Geórgya Laranjeira/ Governo do Tocantins

Demandas do Ecoturismo do Estado estão sendo analisadas por professores com doutorado em diversas áreas ambientais. Pesquisadores de universidades do Tocantins e de Estados brasileiros que defendem esta temática estão elaborando um documento denominado carta monção a ser entregue às autoridades competentes a fim de que resultem em políticas públicas. Desta forma a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins tem fomentado estratégias inteligentes para o desenvolvimento do ecoturismo nas regiões.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins, Prof. Dr. Márcio Antônio da Silveira, ressalta que o documento é oriundo de pesquisas com dados sólidos que navegam no limite do desenvolvimento científico visando a conservação dos recursos naturais. “Essa carta representa uma demanda para a elaboração de editais sobre a real necessidade do Estado no segmento do Ecoturismo”, explicou Silveira.

 “De uma forma geral, a carta aponta a necessidade do poder público realizar um trabalho integrado com os pesquisadores técnico cientifico e as comunidades locais a fim de não privilegiar só o econômico em detrimento do social”, disse a Vice-Presidente da Associação Brasileira de Ecoturismo, Profa. Dra UERJ, Nadja Castilho. Destacou ainda que a responsabilidade do pesquisador é promover um turismo sustentável que seja ordenado com o mínimo de impactos possíveis aos recursos naturais, potencializando o que já é notório. A pesquisadora disse que o trabalho só terá êxito se as partes interessadas estiverem unidas em comum acordo.

“Precisa-se juntar os estudos dos especialistas da região que já tem projetos na área, ou seja, resgatar esse material que muitas vezes estão engavetados ou nas paredes das universidades”, disse Dra Nadja. Ressaltou ainda a necessidade de se traçar diretrizes de como desenvolver atividades a partir desse conhecimento acumulado a fim de colocar em prática, com apoio da comunidade científica, do governo e das comunidades locais.

Surgimento da Carta

A necessidade do documento surgiu após a realização de grupos de trabalhos, jornada de iniciação científica, debates e publicação de anais na revista brasileira do ecoturismo. Uma ação resultante do Conecotur – Congresso Nacional do Ecoturismo realizado em Porto Nacional nos dias 3 a 9 de junho. O evento reuniu mais de 250 pessoas entre pesquisadores, estudantes, agências de turismo, representantes do governo estadual, municipal e de comunidades com áreas potenciais como a de Serras Gerais, Taquaruçu, Lajeado e Jalapão.

O evento é realizado a cada dois anos em outras regiões brasileiras e desta vez foi sediado no Estado tendo como protagonista a UFT – Universidade Federal do Tocantins. Contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, além de diversos parceiros locais.

Temáticas

As discussões giraram em torno da temática: “integração das Unidades de Conservação a partir de sua viabilidade econômica” com ramificações para Ecoturismo ao turismo de base comunitária, panorama dos últimos 20 anos. Ecoturismo: áreas protegidas, paisagens e ambientes cársticos (relevo geológico) e pesca esportiva. Além do Ecoturismo no Tocantins – roteiros e comercializações. Bem como Ecoturismo e integração com a fauna silvestre, com a saúde e integração de políticas públicas para o Ecoturismo. Encerrou com o tema Geoturismo e Ecoturismo: suas interfaces conceituais e práticas.